Crise de humildade no futuro do Brasil

É inevitável não tecer críticas às opções estratégicas que aguardam o Brasil nos próximos anos. À medida que nos aproximamos cada vez mais da reta final das eleições, se faz necessário estudar como nosso país será conduzido nos próximos anos.

Muita gente acha que se o Brasil se igualar ao patamar socioeconômico dos demais países desenvolvidos estamos bem na foto, ou melhor, daremos um grande avanço em relação ao passado. Mas não é só isso, não é a questão de fazer grandes portos, quantidades imensas de ciclovias, controlar o transito ampliar aeroportos para ficar como monumentos simbólicos de modernidade.

Há, entre certos tipos de brasileiros que vivem cultuando os arranha céus de Nova York, ou de Xangai, a riqueza e a qualidade de Dubai.  Aqui no Brasil há muito trabalho a se fazer antes de tudo isso, estrutura, matéria prima, mão de obra especializada temos já em nosso quintal, falta apenas a direção de um (a) estrategista, alguém com vontade o suficiente para colocar a mão na massa e executa-lo.

Quando assisto aos debates políticos, reparo que estão cada vez mais pobres de ideias, praticamente 80% do tempo são acusações de ambos os lados, cada qual não possui habilidades suficientes para conduzir um país deste porte. E a culpa é de quem? De nós brasileiros, pobres eleitores que empurram um candidato ou uma legenda ao poder, porque para muitos incomoda o fato de sair num domingo e exercer o papel de cidadania.

É comum que num período de eleição a demagogia torna-se mais evidente, o clientelismo, o assistencialismo, o comércio de votos, a pratica do toma lá me dá cá, que só revela a pobreza das convicções ideológica de muitos partidos. Os candidatos em frente ao povo brasileiro abusam da auto referência, hipervalorizam suas virtudes, criando para si verdades absurdas, prometendo Deus e o mundo, é a política do Eu faço! Eu consigo! Eu fiz e você não.

Esses candidatos se colocam como dotados de superpoderes, capaz de mover o céu e a terra para conseguir um décimo de voto, uma verdadeira falácia, faz até lembrar-se de Fernando Pessoa em “Poema de Linha Reta”, “são campeões de tudo”, porém falta apenas um ingrediente muito básico, a Humildade.

Humildade é uma das virtudes mais raras em uma campanha eleitoral. A humildade seja em qual posto for não é sinal de fraqueza, jamais! É preciso ter muita segurança e coragem para assumir suas próprias limitações perante o povo. O Brasil precisa de uma liderança capaz de projetar o futuro, e que este crescimento seja sustentável ano após ano, Esquece fazer isto acontecer em quatro, oito ou dez anos por partido algum. Antes de qualquer partido, deve ser feito por quem tem o respeito com o patrimônio de nós brasileiros.

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2 comentários sobre “Crise de humildade no futuro do Brasil

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