Um lápis e um papel

escrever

Fora interrompido seu almoço por puxões desesperadas na sua camisa, por aquelas mãos tão pequenas do seu filho que gritava: “Papai, Papai! Veja, eu aprendi escrever meu nome!”.

Só quem passou por isso, sabe o valor que se dá as pequenas coisas da vida, ver seu filho escrevendo seu nome mesmo que com caligrafia a ocupar duas linhas da folha pautada, isto não tem preço.

Escuta-se bairro afora, os reclames do mau desempenho dos jovens nos colégios, e claro, pelo descaso nos investimentos com a educação do nosso país, abandonada, empoeirada, pelo que escutamos está jogada as traças, e não é bem isso! Calma, eu explico:

A força que a sociedade moderna impõe sobre nós, é o leque atrativo das novidades do consumismo e maravilhas tecnológicas. Acabam por tornarem mais interessante para nossas crianças essas novidades do que o legado passado à gerações no velho e bom quadro negro.

Muitos acreditam que a culpa está direcionada a pouca rigidez dos pais, que não incentivam o estudo, não se preocupam com a vida escolar de seus filhos. Mas convenhamos que a força em que as novidades batem a porta são muito forte, de fato, uma competição muito acirrada.

Os alunos de hoje interessam muito mais por assuntos sem importância para seu futuro e do nosso planeta, é redes sociais, fotos, piadas, vídeos impróprios e deixam de lado principalmente aqueles relacionados ao seu futuro.

Não se trata só de questão política, nem podem direcionar a culpa apenas aos pais ou professores que infelizmente não são reconhecidos a altura. Professores sofrem para formar uma nova sociedade, com 40 alunos na sala, desejos diferentes, algumas delas infelizmente corrompidas às “vantagens” tecnológicas.

O mundo real está fazendo de nossos filhos indivíduos sem características próprias, com baixíssima personalidade, pois são movidos pela mídia, bombardeado por propagandas enganosas e o verdadeiro aprendizado fica a deriva.

A velha e boa lousa, o lápis e papel, dão espaço aos celulares e tablets conectado a um mundo virtual, como um vírus que aos poucos apagam sua verdadeira identidade, sua caligrafia no papel demonstra que faz parte de uma geração tecnológica, quase sem volta.

A política é uma arma mobilizadora e social, mas está fora dos objetivos do aluno, o que torna um problema da sociedade. Cabe a ela a competência em proteger nossas crianças das liberdades tecnológicas. Aos pais, fiscalizar a educação de seus filhos, não apenas culpar o estado. Aos professores a maior missão: Despertar o dom de transmitir aqueles ensinamentos mais valiosos da vida, que um microchip ainda não é capaz de ensinar. Formar cidadãos de bem, competentes, valiosos e que mudarão o país a rumos melhores e mais saudáveis.

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