Política Confusa

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Quem diria! Algum tempo atrás não tanto tempo assim, nós brasileiros estavam acostumados a perceber os partidos políticos de uma forma clássica no quesito de polarização de ideias entre direita e esquerda, hoje enfrentamos dificuldades para entender as relações das alianças entre os principais partidos políticos.

Antes, apresentavam ideologias tão díspares e hoje o importante já não é mais as ideologias, e sim o histórico de sucesso na vida pública. Associam-se a uma imagem popular e de grande possibilidade de votos, pouco importa as siglas do partido ou sua ideologia. Nossos políticos de modo geral há tanto tempo no poder sabem mais do que ninguém das artimanhas de se reeleger.

Já são tantos os “nós” dos partidos que tornam confusa a política atual. As tais filiações e alianças aos partidos concorrentes dar-se à busca de reforçar um discurso único e unir força para derrotar os demais candidatos na corrida das intenções de votos.

São hoje classificados os candidatos de nomes como meros artistas políticos, com um rosto familiar, amigável, um personagem que mais agrada ao eleitor, deixou de ser durante a campanha eleitoral aquele candidato ímpar que defende com unhas e dentes um jeito certo de fazer política, passou a ser um ícone popular e que todos os partidos gostariam de tê-lo ou não usando o número do seu partido.

Quem se lembra de que em outubro do ano passado, a exato um ano das eleições, a ex-senadora Marina Silva balançou o mundo político ao anunciar sua filiação ao PSB, partido do então ex-governador pernambucano Eduardo Campos, que naquela época já ensaiava o discurso de ser a opção para romper a polarização entre PSDB e PT na disputa pela Presidência da República?

Além de outras tantas alianças que ocorrem a aqueles que também desistam de seguir adiante como o senador Pedro Simon (PMDB-RS) um dos mais experientes políticos brasileiros, anunciou que irá deixar a vida pública por “decepção”. Segundo ele, atualmente é o pior momento vivido pelo PMDB, que na maioria das vezes ainda chama de MDB. “O mal no Brasil de hoje é esse sistema de ter 30 partidos vazios de conteúdo com o governo para ganhar um cargo aqui e outro ali. E o MDB, maior partido do Brasil, ao invés de se rebelar, de ter uma palavra firme, também fica brigando por mais um ministério. O partido perdeu a consciência”.

Essa política de troca-troca de alianças impacta sim no desenvolvimento do país, a quem diz que no fim tudo dará certo, não é bem assim. A política deve ser muito bem desenhada e seus planos de governo bem esclarecidos, o que jamais ocorreu no Brasil. Alguém diz que é impossível politicar para todos, mas é obrigação do cidadão manter o titulo de eleitor regular. Eita política confusa!!

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