Ser adulto é como andar de bicicleta?

bicicleta

Domingo destes, passeando pela ciclovia da cidade com a família, algo me chamou a atenção uma mãe tentando convencer a filha a andar de bicicleta, mas a filha que aparentava seus dez anos de idade, por decreto algum queria montar na bicicleta, ela assumiu que realmente não queria aprender aquilo.

Suas razões eram de se julgar bem ponderadas: ela não morava perto da ciclovia, não tinha nenhum lugar para andar ou treinar, que aquilo sujava suas calças, nenhum dos seus amigos andava de bicicleta, e por aí vai.

Eu já me preparando para percorrer o percurso, resolvi entender melhor o ocorrido e enfim chegamos ao xis do seu problema: Ela estava realmente com medo de aprender algo novo.

Após breves e cautelosas palavras de incentivo, ela tomou a coragem de montar sua bicicleta e morrendo de vergonhas das rodinhas de apoio, damos então uma cobertura para menina ficando duas bicicletas na sua frente e três logo atrás, que por fim manejou suas primeiras pedaladas e com um sorriso alegre e sobre os aplausos da mãe seguiu o percurso.

O que pensei logo a seguir é que somos extremamente competentes em esconder todos nossos medos, a maior parte de nossa vida, encobrimos, racionalizamos ou negamos nossos medos, se enfrentamos batalhas todos os dias é por que temos medo, a mesma coisa ocorre quando vamos a eventos religiosos, pela mesma razão “medo”.

O “medo de ir” faz parte de todos os seres humanos, funciona como um mecanismo de defesa e quando você enfrenta algo que nunca antes ficou cara-a-cara, e vê que nada daquele medo é real, sua autoconfiança em fazer as coisas daquele momento para frente só aumenta.

Imaginem o que seria um copo cheio de medos e outro quase vazio de coragem, os dois copos são seus e você quem deve o temperar, nada de colocar mais coragem do que medo e nem permanecer com o copo cheio de medos e abandonar o de coragem, o ideal é que quando você coloca uma coragem no copo diminui um medo no outro.

Assim, mantendo o meio a meio é sempre prudente, é racional e prova que você possui um discernimento do que é seguro, somos sim capazes de coisas imagináveis, isto não quer dizer só por que um sujeito salte de paraquedas seja mais corajoso do que aquele reconhece suas falhas e pede desculpas por ele.

Este manifesto não quer dizer a você que se percam todos os seus medos, porém o trás para reflexão de que não somos crianças e isso não é uma bicicleta, mas sim, que você identifique seu “medo de ir” que é o primeiro passo para fazê-lo ir caminhar.

Se você consegue perceber que o sucesso e o fracasso de alguma forma estão interligados, você já percorreu 90% de todo o caminho que é necessário, portanto lembre-se não somos crianças e isto não é uma bicicleta, Pense nisso!

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