Água – Nossa Responsabilidade

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Sempre acreditei que água é muito mais valiosa do que petróleo ou qualquer outro mineral. Já me dizia os meus professores de ginásio, Não desperdice a água! ela pode vir a acabar um dia diziam eles.

Muito tempo depois, quem diria que as palavras da saudosa professora Marli me fizesse testemunha deste tempo. Alguns podem falar: Você está exagerando, foi apenas em um dos reservatórios de São Paulo. E acham isto pouco? A maior metrópole do país com risco de abastecimento regular?

E se não bastasse isso, vale lembrar que desde sempre a região nordeste do Brasil é castigada pela falta de água, quando digo água é a própria para consumo não aquela com aparência de salubre (barrenta).

Sabemos que: De toda a água no planeta, só apenas 3% está disponível como água doce. E, além disso, dos mesmos 3%, três quartos está congelada nas calotas polares e 10% estão confinados no subterrâneo. Portanto, à disposição em estado líquido restam apenas 15%.

Quando reclamamos pela responsabilidade dos órgãos competentes, nada se resolve, são inúmeras promessas de campanhas que não são cumpridas por muitos homens públicos que nos representam.

A população também tem sua parcela de culpa pelo desperdício do mineral. Presenciamos desperdício nas ruas, calçadas todos os dias. Dias destes vi um rapaz de uma loja de autopeças jogando água com uma mangueira por uns 20 minutos em um colchão velho na calçada provavelmente ensopando-o para que ninguém dormisse nele em frente a sua loja.

Vale lembrar também das ligações clandestinas que desviam a água dos reservatórios da cidade para os “Espertinhos” de plantão que até enchem piscinas improvisadas nos finais de semana de dias quentes. E quem paga a conta? Você! Eu! Cidadão que tem suas obrigações em dia com o município.

Mas a pior delas mesmo fica para a administração do estado que não faz um planejamento correto e usa os investimentos necessários para garantir um reservatório adequado e com fornecimento suficiente para o estado.

Já pagamos absurdamente caro pela água, mas se ao menos funcionasse a fiscalização dos atos “clandestinos” e houvesse vigilância do desperdício da população faria sentido.

Cidadão exemplar é aquele comunica os órgãos competentes sobre um vazamento de água na rua, de um cano estourado, luz da rua acesa durante o dia, das instalações clandestinas, mas, Prefeitura exemplar é aquela que anota as denuncias e atestam sua autenticidade e manda corrigir o problema o mais rápido possível, não uma semana depois.

Sabemos que pela falta de controle e fiscalização da metrópole e o crescimento desordenado constante, aumentam o número de ocorrências, o que foge totalmente do controle dos órgãos públicos, e quem paga o pato é o cidadão.

por Robson Joaquim

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