Incentivo e Motivação

Lei e ordem

por Robson Joaquim

Sociólogo e economista italiano, Vilfredo Pareto nasceu em 1848, em Paris, ficou conhecido como o fundador da aplicação matemática à análise econômica, desenvolveu a “curva da indiferença”, considerando que a economia lidava apenas com uma dimensão da ação humana.

Pareto viu na sociologia uma possibilidade de alcançar o que a economia não explicava, em seus estudos 20% das causas costumam responder a 80% dos seus efeitos. É comum que 20% dos produtos de uma loja ou indústria respondam por 80% das suas vendas e que 20% das vendas resultem em 80% dos lucros.

Seria muito provável que 20% dos criminosos causem 80% dos crimes, que 20% dos motoristas podem provocar 80% dos acidentes? Bem, esse fenômeno dos 20-80 é bastante variável, mas sugere que fenômenos sociais não distribuam de forma constante, tendem a serem conhecidas principalmente pelo administrador público quando planeja a distribuição dos escassos recursos disponíveis.

Mas porque a Lei de Pareto? Escutando o governador Geraldo Alckmin a uma rádio de notícias, é provável mesmo que intuitivamente tenha considerado a lei de Pareto ao anunciar na segurança pública a adoção de uma gratificação por desempenho de policiais que se destacarem no cumprimento de suas metas na redução de crimes.

Sua ideia é adotar um sistema de mensuração dos principais indicadores criminais ao longo dos semestres, por exemplo, comparando oito distritos policiais de uma cidade contra os 93 da Capital aproximadamente, ou comparando cidades de porte equivalente. Eu particularmente acho interessante esta iniciativa, aos policiais pertencentes às unidades de melhor desempenho na redução de crimes a gratificação pode chegar até R$ 9.000 reais no ano (por policial) que se destaque.

Isto é ótimo o que demonstra uma valorização da atividade operacional das polícias, afinal policiais são selecionados e treinados para oferecer proteção e ordem à população, mas, por favor, que policiais não tenham que comprar munições e colocar combustível por conta própria, pois existem delegacias em estado precário como lemos nos noticiários diariamente.

Mas é importante que as organizações policiais considerem que o desempenho não pode depender só de incentivos, também se faz necessário a motivação que reforcem os méritos de um contingente menor de policiais. A responsabilidade de qualquer nível de liderança seja um delegado ou coronel é buscar constantemente resultados positivos de seus serviços através da liderança de seus subordinados, o que é sempre um desafio do líder esteja onde estiver.

O chefe que não desenvolve a liderança é incompetente o que compromete resultados do setor sob sua responsabilidade, o que pode piorar se ele esperar que a gratificação faça seu serviço.

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