O jogo do Contente

sorriso

por Robson Joaquim

Diga-me uma coisa, quem nunca teve um dia ruim? Quem nunca acordou com inúmeros problemas para resolver, com problemas de saúde ou quem sabe simplesmente de mau humor?

Dias ruins. Eles despertam o motivo da ira de muitas pessoas, não? Em um mesmo dia várias pessoas morrem, várias outras perdem o emprego, se divorciam e várias são assaltadas. Não de modo generalizado, mas ainda assim várias. O “amanhã será outro dia” para muitos não é nem lembrado, ou simplesmente tomado como possibilidade pela maioria das pessoas. E dias ruins todos têm, mas quase ninguém sabe administra-los.

Dias ruins, exige muita paciência, o que justamente falta de monte hoje em dia. As pessoas não sabem esperar por alguns minutos na fila do banco ou em um engarrafamento, todos os dias milhares de pessoas vão para filas e filas de bancos pagarem contas e é notório que o atendimento será lento com o trânsito.

O que falta é compreender é que hoje qualquer coisa, ou apenas uma palavra pode mudar todo o dia de alguém e na maioria das vezes para pior. Quem nunca leu o clássico de Polyanna de Eleanor Hodgman Porter, obviamente não sabe jogar o jogo do contente.

O jogo onde a menina Polyanna que consiste em ficar contente a qualquer custo. Não importa a situação é bom ou ruim, o objetivo é sempre encontrar um motivo para ficar contente.

Não deve, portanto exigir-se demais mais do que se pode ter. Não se pode ter mais do que precisa enquanto que muitos queriam ter pelo menos a metade do que você tem. As pessoas se estressam por nada nas filas, são pessoas em geral que trabalham, tem uma vida estável, tem poder aquisitivo, e sempre reclamam daquilo que tem.

Já as pessoas carentes, que vivem da simples e honesta caridade dos outros, sabem jogar o jogo do contente muito bem. Se essas pessoas não têm roupas para vestir, ficam contentes por ganharem as roupas usadas e já muito velhas. Se as pessoas não tem o que comer, ficam contentes em receber o alimento mais recusado pela alta sociedade, e por elas considerados indigno de ser ingerido.

As pessoas deveriam jogar o jogo do contente, ou pelo menos saber para que ele exista assim elas seriam mais gratas pelo que tem, e não achariam que a vida é uma droga somente porque demoram a serem atendidas em um banco ou se atrasam para um compromisso.

Parece absurdo ficar contente por tudo, mas jogar esse jogo aparentemente aplausível melhoraria bem o humor das pessoas, ajudaria nas relações interpessoais e a sociedade seria mais madura e otimista para tomar decisões, fazer planos e enfrentar os problemas.

A vida é muito mais que um jogo, paciência e gratidão são as chaves para uma vida melhor, agradeça mais e canalize as sua vida com boas intenções e verá que a recompensa será grande.

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