A doutrina do profissionalismo

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por Robson Joaquim

O que aconteceu com a maioria dos profissionais de hoje? Intitulam-se profissional com solenidade, enchem o peito para divulgar seu trabalho, porém pecam na qualidade e falta de comprometimento que nela existe, o louvor em fazer algo com perfeição está cada vez mais escasso diante de tantas concorrências e diversidade de mão de obra.

Achar uma mão de obra ou serviço que atenda aos padrões de qualidade de oficio está cada vez mais impossível, a culpa é sua em acreditar que se pagou por algo muito barato espera-se um serviço mais ou menos, agora se deseja um trabalho que surpreenda deve pagar caro por ele, isto é totalmente contraditório.

Na minha época de estudante e desde o meu primeiro emprego aprender o oficio da profissão era algo como uma doutrina, o forte desejo de ser o melhor profissional entre meus concorrentes, aprender algo novo e aplicar no meu trabalho é como se fosse uma satisfação própria, nem se passava pela cabeça o salario, de fato era minha segunda opção. Com isso tenho o orgulho de dizer que por onde passei tive o privilégio de ser reconhecido pelo excelente trabalho e mais do que isso, buscar cada vez a qualidade daquilo que faço.

Vamos lembrar a velha profissão de pintor, antes os profissionais encapavam os batentes das portas e piso para não cair tinta ao pintar o teto da sala, hoje o pintor não se preocupa nem em tirar o velho piano do lugar, o dono quem tem que deixar a área livre para o “profissional” trabalhar, o lava rápido hoje joga água da vaap com as portas do seu carro aberto e seca alguns respingos de água que molharam o carpete e o banco de couro, você reclama? Oras, por R$ 15,00 a lavagem tá bão!

Para o mecânico de antigamente onde é uma chave inglesa não entra alicate, onde é uma chave “L” não cabe uma chave de fenda e hoje, adivinha! Conserta o carro com um alicate, o funileiro buscava imperfeições do seu trabalho que leigo como nós jamais perceberia e ele sabia que estava lá, ele ficava decepcionado se alguém descobrisse que o carro foi repintado, era para ser perfeito, ficou mais fácil o mundo? Não é isso, é falta de profissionalismo mesmo, ou seja, gostar daquilo que faz e fazer muito bem feito.

Hoje se busca prezar a quantidade ao invés da qualidade, o mundo está cheio de porcarias, má qualidade e formação, um monte de gente buscando a sobrevivência e fazendo aquilo que não gosta, apenas porque há grande procura e dá dinheiro (mas se fazer em grande escala).

Antes de ser o “profissional” do diploma, deve se buscar a paixão daquilo que se faz, se a profissão não começar dentro de você de nada adianta, a profissão deve ser uma doutrina dentro de você, ser algo que você acredita em fazer cada vez melhor, exija primeiramente de você a qualidade daquilo que produz e busque a perfeição sempre.

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