As artérias da Cidade

buraco

por Robson Joaquim

Observando as ruas das cidades percebemos um grande avanço e modernidade em questão de semáforos, novos asfaltos e novas demarcações de sinalizações, no entanto, há muitos bairros que ainda não foram agraciados com essas modernidades.

É verdade que os cidadãos ficam orgulhosos com o novo asfalto, a rua fica mais bonita, novas iluminações, sinalizações e menos barulhos e trepidações dos veículos que nela transitam, porém quando tudo parece resolvido, derrepente acordam num belo sábado de manhã com um trator escavando o novo asfalto para fazer uma operação nas artérias que cortam a rua, e ainda mais em um asfalto novo, recém-recapeado. O que se percebe é que não há qualquer planejamento nas obras das vias públicas.

Isto acaba provocando um questionamento entre a população, além de desperdício de dinheiro público, isto demonstra que os processos de manutenção e benfeitorias da cidade agem de forma independente, algo como: Está na agenda asfaltar determinada rua e de fato até cumpre o calendário, mas do outro lado surgiu um vazamento de agua na mesma rua e toca o pessoal quebrar toda a rua para consertar o encanamento velho.

A pergunta em questão é: Existe planejamento? Antes de asfaltar uma rua ou avenida da cidade é verificado se não há pedidos de ligações de água, esgoto ou planos de ligações de gás encanado? Se não houver, é a hora de aproveitar que irá passar uma nova manta asfáltica e trocar as velhas manilhas que cortam a cidade, não fazendo assim, é trabalho para inglês ver.

Percebe-se que os investimentos em saneamento básico é o menor dos investimentos da política moderna, pouco se faz e são soluções provisórias, veja o caso dos famosos piscinões estão todos abandonados, investir em saneamento básico é algo que não é visível aos olhos dos eleitores, já o asfalto e iluminação pública são observados por todos que transitam pela cidade, não quer dizer que não existam investimentos em saneamentos, eles ocorrem, mas de forma a apagar “incêndios” em situações emergenciais, mas nunca de forma preventiva dentro das cidades.

Asfalto é essencial, bem como os verdes da cidade e dos parques, mas não se deve esquecer a infraestrutura de saneamento básico como o abastecimento de água potável, o manejo correto de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e visando a saúde das comunidades.

Os bairros crescem rapidamente e de forma desordenada, o volume de casas e prédios dentro dela é absurdamente alta e o saneamento básico já não acompanha algum tempo. É necessário planejar para que assim ela cresça de forma inteligente, sustentável e esteja preparada para as benfeitorias “visíveis” à população.

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