Conflito na Síria: EUA mais cauteloso?

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por Robson Joaquim

Tendo em vista o cenário que ocorreu há dez anos, onde os Estados Unidos invadiu o Iraque sobe uma acusação de que o ex-ditador Saddam Hussein estaria em posse de armamentos de destruição em massa e que poderia usá-las contra a população dos países do Oriente Médio, conhecida como uma das guerras mais caras já produzidas, fez com que os Estados Unidos aprendessem a uma lição: Ser mais cautelosos.

Quando terminou a invasão a existência das armas de destruição em massa nunca foi provada e o governo iraquiano possivelmente falava a verdade quando negava veemente possuí-las. Agora defrontam um mesmo cenário, desta vez não há dúvidas quanto ao uso de armas químicas contra a população civil da Síria causando centenas de mortes e quem acompanha política internacional ficou horrorizado com tamanha crueldade.

Os Estados Unidos não mudaram seu estilo dono do mundo, ou pacificador da humanidade, porém a liderança feita pelo presidente Barack Obama é mais prudente do que a de Bush, além disso, vê no seu encalço a Rússia que se opõem a qualquer represália externa.

O fato é que os Estados Unidos estão mais cautelosos para gerenciar uma invasão externa, não se pode cometer o mesmo erro de dez anos atrás, preferindo assim obter os relatórios dos inspetores da ONU a fim de que tenham a total certeza de que os responsáveis pelo ataque químico sejam o regime Sírio e não grupos rebeldes tentando derrubar o presidente Bashar al-Assad, bem como não querem atacar a Síria sem aprovação de grande parte dos países da Europa, e não será uma tarefa nada fácil para os Estados Unidos, uma vez que a China e Rússia são aliados de Assad e a maioria dos países europeus está mergulhada em crise financeira.

O número de pessoas que fugiram da Síria chega a dois milhões de acordo com a Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados), e grande parte dos refugiados estão abrigados em países fronteiriços, o que cauciona uma sobrecarga na estrutura, economia e na sociedade das nações vizinhas.

A Síria não é o Iraque e muito menos a Líbia, o presidente Assad não mediria esforços em transformar essa guerra em um conflito regional e mergulhar o Oriente Médio em uma guerra sangrenta. É óbvio de que se isto vier a ocorrer, irá sobrar literalmente para todo mundo inclusive nós brasileiros.

O Poder de defesa tanto dos Estados Unidos quanto qualquer outro país deveria ser a Paz que tanto se preza por todos nós, jamais seus brinquedos caros de guerras e pobres civis como cobaias de suas experiências aterrorizantes. A forma de liderar um povo deve ser revista com urgência em todos os países, isto é, se o orgulho não falar mais alto, está ai a importância de prepararmos corretamente as novas gerações para que tenhamos um mundo produtivo e seguro.

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