A nova batalha de “Davi e Golias”

Gigante

Por Robson Joaquim

Se por ventura o povo apanhasse o poder de julgar em suas mãos, de tomar decisões importantes para seu país, onde seu voto somasse a uma multidão de “Sim” e “Não”, será que o povo aguentaria tamanha responsabilidade? Por quanto tempo?

Nesta segunda feira (1º) a presidente Dilma Rousseff em uma reunião ministerial, afirmou que irá providenciar minutas que nortearão a convocação de um plebiscito para a reforma política. Veja bem, O povo foi às ruas cobrar dos três poderes, Justiça, ética, honestidade e cumprimento das leis e não por uma reforma política. É obrigação do Legislativo de elaborar normas de direitos de abrangência geral aplicada a toda sociedade.

Com aprovação de um Plebiscito, eu vejo uma transferência da responsabilidade para as costas do povo, e será que o povo aguenta? Exerceríamos nossa obrigação como cidadão votando nas questões que “afligem” nosso país, mas se hoje as urnas são um tédio para muito dos brasileiros, que propaganda eleitoral na TV é melhor com ela desligada, como o povo se programaria para votar em inúmeras questões de peso nacional?

Está certo que o povo cansou de uma minoria tomar as decisões em nome de todos, porém pode ser uma grande armadilha politica, um jogo de poder, questões como pena de morte, eutanásia pode cair em suas mãos, pensou nisso? Julgá-lo como na Roma antiga? A decisão da maioria pode não ser a sua, ou a ideal para o país, novamente será à base de tentativa e erros como nas eleições. Por outro lado, pode ser o patinho dos ovos de ouro para os partidos em ganhar adeptos de votações em questões que lhe interessem.

A força das manifestações do povo fez a presidente Dilma propor um plebiscito para que o próprio povo, com rapidez e fundamentado nas suas insatisfações, aprove soluções que vem sendo perdidas. O plebiscito é uma forma simples e rápida originada nas antigas praças de Roma do povo dizer “sim” ou “não” sobre uma questão apresentada, presumido o interesse da sociedade. Uma vontade popular sem filtros, os resultados são mais difíceis de serem controlados como acontece nas assembleias.

O que o governo não entendeu é que nesta altura do campeonato o povo não está ditando normas de funcionalidade das instituições do país, estão exigindo, sim, os seus direitos de cidadão como saúde, educação, transporte, moradia e segurança digna, que seja bem representado perante assembleias e congresso.

O povo deve ficar muito atento aos poderes que lhe são ortogados, deve desconfiar de um repasse de responsabilidade em suas costas para poder acalorar inúmeras questões que o povo mesmo terá que decidir.

O Gigante acordou, mas como simbolizado na passagem bíblica “Davi e Golias”, Davi derrubou o gigante com apenas um seixo, Reflita.

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Um comentário sobre “A nova batalha de “Davi e Golias”

  1. Gostei, vi seu link lá na postagem do Tico, concordo com você, e concordo com ele em chamar atenção a tantos que leem o que que ele coloca no Facebook que não é culpa do Presidente em exercício que as coisas não funcionam como deviam e devem funcionar, lembre-se a maioria começou a colocar a cachola pra funcionar agora e vai demorar um pouco para que tudo seja esclarecido, mas obrigada por compartilhar suas palavras e seu conhecimento.

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