O Castigo de Bruno

Prisao

por Robson Joaquim

Você deve ter acompanhado esta semana em todos os jornais o julgamento do ex-goleiro Bruno do Flamengo, acusado de ter mandado assassinar sua ex-namorada Eliza Samúdio, em julho de 2010, com a ajuda de seu amigo Macarrão e aplaudimos, vangloriamos uma Justiça sendo feita neste caso que chocou o Brasil.

Depois de quase três anos aguardando, a Justiça foi determinada e como diz o ditado popular “A Justiça tarda, mas não falha” e aconteceu, a juíza empossada o condenou a 22 anos e três meses de prisão, é o preço por ser mandante de um assassinato, parece de fato uma Justiça perfeita para um assassino, seria, se o sistema penal do Brasil não fosse tão desatualizado e cheio de brechas, o que torna novamente uma vergonha as condenações para crimes hediondos no Brasil.

Você lembra que existe um sistema de progressão de pena, ou seja, para presos que tiverem bom comportamento na cadeia são favorecidos pela Justiça, que alegam sua recuperação e o soltam de novo para o convívio da sociedade. Esse sistema tende a beneficiar o prisioneiro a cumprir um sexto de sua pena, se a pena máxima é de 30 anos, a condenação do Bruno foi de 22 anos e três meses, ou seja, se vinte e dois anos e três meses dividido por seis, resulta em três anos e sete meses, é o tempo mínimo que ele pode estar de volta ao convívio da sociedade se for alegado um bom comportamento.

É um tempo de reflexão e “duros castigos”, obedecendo às regras dentro da prisão tendo uma aula de cidadania, possivelmente aprendendo sobre os horários das refeições, banho de sol, horário de dormir, arrumar a cama, o que deve ser de fato um castigo para quem é acostumado a empregadas. Atividades sociais dentro da prisão? Duvido! Dentro de pouco tempo estará livre novamente e a Eliza Samúdio entrará no esquecimento.

E logo será acobertado por mais outros crimes como o caso da advogada brutalmente assassinada Mércia Nakashima, encontrada dentro do carro trancado na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O acusado foi seu ex-namorado e sócio Mizael Bispo de Souza. O ex-policial nega ter cometido o crime. Será julgado esta semana e tudo começa novamente, a sociedade está desprotegida com tantos crimes bárbaros que ronda a população e por alegar superlotação nas prisões facilitam a inclusão destes criminosos na sociedade o quanto antes.

O valor de uma vida não tem preço, é impagável a dor de uma família que perdeu um ente querido é irreparável, uma Justiça clara e mais justa e nela poder confiar é o que a sociedade necessita. E, se na Justiça da terra está falha e facilitadora ao ponto de passar a mão na cabeça dos meliantes que vão contra a sua conduta, só nos resta a Justiça divina e que esta nos proteja e nos guarde.

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